CDER-SP homologa comitês temáticos

Dezenove grupos discutirão com Entidades de Classe intervenções na área tecnológica


Presidente do Crea-SP, Eng. Vinicius Marchese Marinelli, compôs a mesa de abertura da reunião

Na quarta-feira 24/04 o Colégio de Entidades Regionais de São Paulo – CDER-SP realizou, no auditório da Sede Angélica do Crea-SP, sua segunda reunião do ano, em que foram homologados o calendário anual de reuniões e os comitês temáticos, bem como os nomes de seus integrantes que discutirão com Entidades de Classe intervenções na área tecnológica. Também fizeram parte da programação, comandada pelos Engenheiros Mamede Abou Dehn Junior e Renato Archanjo de Castro, respectivamente coordenador e coordenador adjunto do CDER-SP, palestras da Fundacentro sobre novas tecnologias, como a chamada nanotecnologia, e sua influência nas condições de trabalho.


Coordenador da CDER-SP, Eng. Mamede (à direita) reforça a importância do trabalho dos comitês em apresentar soluções à área tecnológica

Na abertura dos trabalhos, o presidente do Crea-SP, Eng. Vinicius Marchese Marinelli, disse que o Colégio e seus comitês este ano desempenharão trabalho muito importante junto ao Conselho. “Só consigo expandir a atuação do Crea-SP, para além do nosso corpo colaborativo, por meio das Entidades de Classe. Todo esse trabalho que já vem sendo desenvolvido precisa ser elevado a um novo patamar, em que o atendimento aos profissionais seja cada vez melhor”, afirmou. Também estiveram no início da reunião o chefe de gabinete e ex-coordenador do CDER-SP, Daniel Montagnoli Robles, e o superintendente de Colegiados, Eng. Gumercindo Ferreira da Silva.

Na programação da manhã, os membros do Colégio definiram a composição dos cinco comitês temáticos previstos como obrigatórios pelo regulamento e dos outros 14 sugeridos e aprovados pelos representantes das Associações no plenário do CDER-SP. Veja abaixo o tema e a composição de cada comitê.

 

COMITÊS REGIMENTAIS

Comitê de Ciência, Tecnologia e Inovação: trata do desenvolvimento técnico e científico, visando à elaboração e aplicação de propostas na área de políticas públicas. Coordenador: Eng. Paulo Takeyama – Salto.

Comitê de Desenvolvimento Paulista: articula o programa desenvolvimento para o estado de São Paulo. Coordenador: Eng. José Orlando Pinto da Silva – Itapeva.

Comitê de Legislação Profissional: trabalha permanentemente no aperfeiçoamento da Legislação Profissional, do salário mínimo, das atribuições profissionais e dos assuntos afins a sua aplicação e implantação. Coordenador: Eng. Pérsio Dario Reale – Ubatuba.

Comitê de Organização e Estruturação: trata do funcionamento do CDER-SP, dos serviços para as entidades, da gestão de informação do Congresso Regional de Profissionais e do Congresso Estadual de Profissionais. Coordenadora: Eng. Maria Olívia Silva – Mogi Mirim.

 

COMITÊS EXTRA REGIMENTAIS

Comitê da Frente Parlamentar: acompanha e propõe alteração ou emenda nos projetos de lei relacionados ao Sistema Confea/Crea. Coordenador: Eng. Guilherme Del Nero Fiorellini – Piracaia.

Comitê da Lei de Caderneta de Obra: trabalho de sintetizar as leis de inspeção predial já existentes para chegar à um exemplar aprimorado. Coordenador: Eng. Edson Lacerda Luiz – Jaú (adjunto).

Comitê da Lei de Inspeção Predial: trabalho de sintetizar as leis de inspeção predial já existentes para chegar em um exemplar aprimorado. Coordenador: Eng. João Pascoal Caldas Del Mônaco – Jacareí.

Comitê de Acessibilidade: discute a aplicação das leis e normas de acessibilidade nas mais diversas esferas da sociedade. Coordenador: Eng. Francisco Innocêncio Pereira – Monte Alto.

Comitê de Apoio à Fiscalização do Crea-SP: estuda e fomenta em trabalho conjunto com a SUPFIS as propostas de atuação da Entidade de Classe no apoio à fiscalização do Crea-SP. Coordenador: Eng. Fernando Pedro Rosa – Penápolis.

Comitê de Assistência Técnica Gratuita: discutir a implantação e participação das entidades de classe e seus membros na assistência técnica gratuita. Coordenador: Eng. Cassius Gomes Cancian – Praia Grande.

Comitê de Combate e Prevenção de Incêndio Lei nº 13.425/17: estuda o direcionamento e a aplicabilidade, principalmente no Art. 21, que estabelece os órgãos de fiscalização do exercício das profissões de engenheiro e arquiteto, disciplinadas respectivamente pela suas respectivas Leis 5.194/66 e Lei 12.378/10, em seus atos de fiscalização, exigirão a apresentação dos projetos técnicos elaborados pelos profissionais, devidamente aprovados pelo poder público municipal. Coordenador: Eng. Joaquim José da Costa Lima – Cosmópolis.

Comitê de Comunicação e Publicidade: levantamento junto às entidades dos trabalhos, palestra, cursos, etc, analisar a melhor forma de divulgação, fomento de conteúdo informativo do Sistema Confea/Crea e valorização profissional. Coordenador: Eng. Fernando Henrique Junqueira F. Trinca – São José do Rio Pardo.

Comitê de Controle e Sustentabilidade das Entidades: trata de estudos e ações voltados à preservação, saúde e controladoria das entidades, buscando meios de sustentabilidade financeira e outras providências. Coordenador: Eng. Douglas Barreto – São Carlos.

Comitê de Convênios, Parcerias, Cursos e Palestras: análise dos convênios e parcerias já existentes praticados, propor aperfeiçoamentos, criação de um banco de dados com cursos, palestras e profissionais para apoio das entidades e fomento da valorização e atualização profissional e do Sistema. Coordenador: Eng. Airton Nizoli – Assis.

Comitê de Integração Municipal – Executivo e Legislativo: desenvolve um trabalho de instrução a aproximação do Poder Público Municipal e as Associações locais visando otimização dos fluxos de demandas das classes ligadas ao Sistema Confea/Crea. Coordenador: Eng. Francisco de Sales Vieira de Carvalho – Mogi Guaçu.

Comitê de Manutenção Predial: discute as normas e procedimentos para manutenção predial e propõe a elaboração de manual com instrução completa aso usuários e responsáveis. Coordenador: Eng. Reginaldo Carlos de Andrade – Barueri.

Comitê de Meio Ambiente e Sustentabilidade: trata de estudos voltados à preservação do meio ambiente e em tecnologias para sustentabilidade da sociedade e engenharia. Coordenador: Eng. Leandro Azeredo Fogaça – Ituverava.

Comitê de Proteção e Defesa Civil: Coordenador: Eng. José Eduardo Victorino – Mairiporã.

 

NANOTECNOLOGIA: NOVAS TECNOLOGIAS, IMPACTOS E PRECARIZAÇÃO DO TRABALHO

Iniciando a programação da tarde, a doutora em química Arline Sydneia Abel Arcuri (foto acima) e o filósofo Jorge Marques Pontes, ambos pesquisadores da Fundacentro nas áreas de Higiene do Trabalho e Saúde Pública, ministraram palestra sobre “Nanotecnologia: novas tecnologias, impactos e precarização do trabalho”.

Segundo a palestrante, a Nanociência corresponde à fase da pesquisa que visa a entender o comportamento da matéria na escala nanométrica (1 metro = 1 bilhão de nanômetros) e seus efeitos e suas influências nas propriedades dos materiais. Como a Nanotecnologia explora esses efeitos para criar estruturas, equipamentos e sistemas com novas propriedades e funcionalidades, e com isto produzir coisas passiveis de comercialização, os engenheiros devem participar das discussões em torno do assunto para apontar soluções que minimizem os resultados negativos dessa produção e potencializem o que é positivo.

Como se sabe, a Nanociência envolve o estudo e a manipulação da matéria em uma escala muito pequena, geralmente na faixa de 1 a 100 nanômetros, e, para introdução na matéria, é preciso conhecer alguns conceitos da Nanotecnologia. De acordo com o Grupo Técnico da ISO 229, a nova tecnologia trabalha, normalmente, com a “compreensão e o controle da matéria e processos em nanoescala, mas não exclusivamente, abaixo de 100 nanômetros em uma ou mais dimensões, onde o aparecimento de fenômenos dependentes do tamanho geralmente permite novas aplicações – isto para criar melhores materiais, dispositivos e sistemas que exploram essas novas propriedades”.

A Nanotecnologia foi anunciada como uma nova revolução tecnológica, mas tão profunda que deve atingir todos os aspectos da sociedade humana. Atualmente goza do mérito de integrar a 4ª Revolução Industrial, mas os materiais produzidos em escala manométrica sofrem alterações em suas características tanto para o bem como para o mal. Afinal, em determinado estágio, suas propriedades começam a ser dominadas por efeitos quânticos e, a partir daí, seus elementos químicos se alteram drasticamente, podendo ocasionar a perda de controle sobre o material produzido.

Para conhecer os aspectos positivos e negativos das produções nanométricas, acesse aqui a íntegra da palestra da Dra. Arline.

 

O FUTURO DO TRABALHO

Complementando a palestra, o filósofo Jorge Marques Pontes (foto acima), mestre em Políticas Públicas e doutorando em Ciências pela Faculdade de Saúde Pública da USP, falou sobre os impactos da nanotecnologia no mercado de trabalho. Segundo o palestrante, “as pesquisas a respeito no Brasil caminham a passos muitos lentos”. Em contrapartida, “a economia vem sendo digitalizada cada vez mais rapidamente, influenciando tudo o que é necessário à nossa vida, como a energia, a saúde, os bens de consumo, a indústria, a mobilidade urbana, a agricultura”.

De acordo com a prática de Análise SWOT (da sigla em inglês Strength, Weaknesses, Opportunities e Threats), muitas profissões da indústria poderão desaparecer, o que acarretaria mudanças na forma de contratação. “O engenheiro – lembrou o palestrante – não precisaria ser contratado para exercer a função de engenheiro propriamente dita, mas, sim, para alimentar algoritmos”.

Segundo o pesquisador da Fundacentro, “o impacto da Indústria 4.0, na qual a Nanotecnologia está inserida, no trabalho é o desemprego” e seu principal conselho para os profissionais da área tecnológica do Sistema Confea/Crea é “repensar a formação acadêmica”. As projeções apontam para menores impactos nas profissões do ensino médio, em comparação com as do nível superior. Quanto às políticas públicas preventivas, Jorge foi categórico: “Até agora temos muitas intenções e nenhuma solução. Mas não há melhor fórum para esse tipo de discussão do que esta casa, que congrega os quadros mais habilitados às novas ideias de formação profissional das próximas gerações”. Clique aqui para acessar a íntegra da apresentação.

Produzido pelo Departamento de Comunicação e Eventos – DCEV
Reportagem: Jorn. Guilherme Monteiro.
Colaboração e fotos: Claudio Porto e Guilherme Almeida – Estagiários de Jornalismo.